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Dermatite Atópica

Dermatite Atópica

 

A dermatite atópica é uma doença de pele caracterizada pelo surgimento de lesões eritematosas (vermelhas), descamativas, papulares, crostosas, liquenificadas numa fase mais crônica (pele mais espessa,  escurecida e marcada) e xerose (pele seca) nas áreas sem lesões, associado a um prurido (coceira) intenso. Em recém nascidos, os sintomas costumam apresentar-se em áreas extensoras do corpo, como coxa, face e tronco e em crianças maiores, costumam ser mais localizadas nas regiões antecubitais (dobras dos braços), fossas poplíteas (dobras dos joelhos) e posterior do pescoço (nuca).

A dermatite atópica geralmente surge nos primeiros meses e anos de vida dos pacientes, principalmente, quando estão associadas a mutação do gene da filagrina, condição que leva a um pior prognóstico da doença. È comum um perfil de sensibilização por alimentos, que pode ocorrer quase que concomitante com a dermatite atópica, modificando posteriormente, por um perfil de sensibilização por alérgenos inalantes como ácaros, epitélios de animais, fungos e pólens. Geralmente, a dermatite atópica precede doenças futuras como rinite e/ou asma, caracterizando a chamada "marcha atópica". Essa patologia multifatorial combina elementos como fatores ambientais (alérgenos), genéticos (história de pais com alergias), imunológicos (resposta inicialmente mediada por th2 e posteriormente th1 influenciado também pela microbiota da pele) e alteração da barreira cutânea. É uma condição, que quando não tratada corretamente, impacta muito a qualidade de vida, pois, devido a coceira intensa o paciente acaba causando feridas na pele por não conseguir controlar o ato de coçar, levando a porta de entrada para infecções secundárias por bactérias, vírus e fungos. Também começa a ter prejuízo na qualidade do sono, diminuindo o redimento escolar e no trabalho devido o comprometimento cognitivo. Muitos inclusive, acabam desenvolvendo baixa autoestima, as vezes, depressão e por isso é necessário acompanhamento psicológico. Na grande maioria dos casos, a evolução da dermatite atópica costuma ser boa, com resolução completa dos sintomas a medida que o paciente envelhece e segue o tratamento. No entanto, alguns casos persistem ao longo da vida e com difícil controle do quadro, caracterizando dermatites moderadas/graves, refratária ao tratamento.

Nesses casos mais graves, deve ser investigado associação da dermatite atópica com alergia alimentar, que representa uma média de 30% dos casos.  Por isso, é necessário o acompanhamento com especialista, para o diagnóstico preciso, precoce, com instituição adequada do tratamento, visando orientar o paciente quanto a doença para assim procurar potencializar a qualidade de vida.


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